V Encontro Mundial das Famílias VALENCIA 2006
V Encontro Mundial das Famílias VALENCIA 2006
Os milhares de participantes do Congresso teológico-pastoral do V Encontro Mundial das Famílias resumiram, numa declaração final, a discussão da última semana, assegurando que “a família que transmite a fé é uma garantia par ao futuro da humanidade e da Igreja”.As conclusões provisórias do Congresso foram lidas no último dia de trabalhos, assinalando que a família vive “uma crise sem precedentes na história”, cujas raízes se encontram na “pressão ideológica” exercida pela “mentalidade consumista” e pela acção de “um laicismo de raiz niilista e relativista”.
O documento critica, em particular, a visão individualista “da união entre o homem e a mulher”.
A crise da família “é consequência da crise antropológica que hoje atravessa a humanidade” e que os congressistas “denunciam com veemência”.
Outra crítica importante foi dirigida à resolução do Parlamento Europeu, que procura impor a equiparação das uniões homossexuais aos matrimónios, em todos os Estados-membros, assinalando que esta “é fruto de uma falsa concepção da sexualidade humana e da laicidade do Estado”.
O Congresso denunciou também as campanhas em favor da contracepção e do aborto, “como claro atentado à vida e à própria existência da família”. Práticas como “o aluguel de úteros e a destruição de embriões”, acrescentam as conclusões, “colocam em relevo até onde pode chegar o homem quando esquece o valor da vida”.
O Congresso Internacional sobre a Família foi o principal momento de reflexão teórica do EMF e registrou a inscrição de 9200 participantes, divididos pelos congressos teológico-pastoral, o dos filhos e o dos avós.
54% dos inscritos no congresso provinham da Espanha
16% de outros países da Europa
11% da América Latina
10% da América do Norte
5% da África;
3% da Ásia
1% da Oceania.
A Feira Internacional das Famílias, que se concluiu esta sexta-feira em Valência, recebeu a visita de mais de cem mil pessoas.
A este respeito, as conclusões manifestam a “profunda alegria” pela celebração destas iniciativas, que consideraram “manifestação de riqueza espiritual e de vitalidade”.

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