A.H.T.F.E.F esta sigla lhe diz algo?
Estamos bastante acostumados a ver siglas todos os dias através dos meios de comunicação. Algumas nos dizem algo, já outras nos passam completamente desapercebidas.
Quanto a estas letrinhas que constituem o título desse texto, penso que não seria mal que prestássemos mais atenção ao que elas nos querem dizer.
Quem já não se utilizou dessa técnica para decorar os afluentes do Rio Amazonas, ou ainda o conjunto de advérbios, os Estados e capitais do Brasil, os pecados capitais, e tantos outros conhecimentos?
Pois é, mas agora vamos falar de algo que é fundamental para entendermos a vida de família.
O que é?
O amor conjugal!
O Papa Paulo VI na sua encíclica Humanae vitae, nos desvenda esse mistério. Quer saber?
O amor conjugal “é um Amor plenamente Humano, quer dizer sensível e espiritual ao mesmo tempo....É uma amor Total, isto é uma forma singular de amizade pessoal, com a qual os esposos compartilham tudo...É um amor Fiel e Exclusivo até a morte...É, por fim, um amor Fecundo destinado a suscitar novas vidas”
Já deu para perceber, não é? A.H.T.F.E.F. (pronuncia-se foneticamente “ Ah tefefi”)
A de amor
H de humano
T de total
F de fiel
E de exclusivo
F de fecundo.
O amor recebeu ao longo dos anos, muitíssimas definições e também desfigurações. Chama-se de amor a qualquer tipo de gosto, prazer. Com a maior naturalidade se diz: eu “amo” meu carro, eu “amo” chocolate!
Como diz Tomás Melendo, o amor é uma das palavras mais prostituídas, das que mais se abusa!
Pois o amor é esse desejo de dar ao outro o que sabemos que para ele é um bem! “Buscar sua felicidade nos faz felizes, ainda que às vezes, isto suponha uma renúncia e sacrifício”.
Mas o que é felicidade? Penso que é por aí que começam os problemas. Será que não buscamos uma felicidade absoluta a partir de algo que é relativo? E além do mais, a felicidade não se encontra na busca direta! É uma conseqüência de muitos passos, de muitos esforços, de quedas e reerguimentos!
Lembro-me uma vez, numa cerimônia de casamento, onde o sacerdote com muita graça e oportunidade na hora da homilia perguntou aos noivos:
- Fulaninho, você ama a fulaninha?
- Sim foi a resposta.
- Fulaninha, você ama o fulaninho?
- Sim respondeu o noivo, achando que estava tudo resolvido!
Mas... disse o sacerdote:
- Isto é muito bom, mas é muito pouco! O amor de vocês é lindo, mas, por si só é insuficiente. É preciso que vocês se decidam a buscar a perfeição do amor, em Deus, e não um no outro, e assim o amor de vocês será eterno!
É a mais pura verdade! Quantos casamentos naufragam justamente por isso. Porque o amor entre os dois, foi insuficiente. Esperou-se do outro ou da outra algo que estes por serem limitados, humanos, não poderiam satisfazer plenamente!
Porque o amor conjugal é em primeiro lugar, um amor humano! Feito de corpo, de sensibilidade, mas também de espírito, de alma, inseparavelmente unido. Um amor que não contemplasse essa faceta espiritual, já deixaria de ser um amor humano.
Às vezes utilizamos o adjetivo humano, somente para justificar as nossas misérias e debilidades. É verdade, que somos fracos, mas o fato de sermos humanos tem a mais alta dignidade, uma vez que fomos elevados à categoria máxima de filhos de Deus. De quanta gente ouvimos dizer: Ah! tenha dó, eu também sou filho de Deus!Eu sou humano,...errar é humano! Como se o próprio, o natural de ser humano fosse o fato de errar. Erramos, porque estamos a caminho da perfeição!Não nascemos perfeitos.
Se quiséssemos levar adiante nosso casamento, sem levar em conta as necessidades biológicas, sensíveis de nosso cônjuge, estaríamos falando de um casamento entre anjos!!!
Cuidar da aparência, (tanto a mulher como o marido), recuperar a “fachada” quando já são passados alguns anos, cuidar com carinho do estômago do marido (no caso das mulheres), dos detalhes de carinho (no caso dos dois), manter uma silhueta razoável, enfim cuidar dos detalhes que exigem o corpo, não é como poderiam pensar alguns, coisa de pouca importância!
Uma pessoa muito sábia me disse certa vez, que umas flores frescas na casa, perfumando e alegrando o ambiente, ainda que não se esteja comemorando nada, não têm nada de material! Isto é, dizia, puramente espiritual!(não confundamos espiritual com religioso) E as coisas espirituais no elevam, nos enriquecem interiormente, nos produzem uma alegria de fundo!
Mas dizíamos, além disso, que o amor conjugal é total. Amamos com a totalidade do nosso ser, com toda a projeção futura de nossa existência. Não poderia denominar-se amor, a um amor que marcasse um prazo de validade, um “ tempo de serviço”, ou uma parte do nosso ser. Quando nos entregamos, o fazemos por inteiro, como supõe uma entrega. O que diríamos de alguém que delimitasse sua entrega? Eu me entrego, poderia dizer, mas só durante a semana, pois nos fins de semana, não posso abrir mão dos meus hobbies e interesses? Chocante? Talvez sim,mas ao longo de muitas vidas de casados, o egoísmo vai se instalando de tal forma, que quando menos se dão conta os cônjuges estão construindo uma vida cada vez mais distanciada um do outro.
E sabem por que isto pode ocorrer? Por falta de um projeto comum. Essa comunhão de pessoas que fazemos ao nos darmos em matrimônio é justamente “pôr em comum” as nossas vidas, as nossas coisas, os nossos sonhos, os nossos projetos. Isso de maneira nenhuma quer dizer, que cada um tenha que estar absolutamente “ metido” nos interesses, e trabalhos do outro, mas sim inteiramente “conjugados”, ou seja , minha vida não existe, sem a vida de meu cônjuge! Eu me interesso pela “pessoa” única e irrepetível do meu esposo(a) e portanto tudo o que lhe diz respeito também a mim afeta.
Chegamos á primeira letra F. Fidelidade. O amor conjugal é fiel. Talvez o que nos venha à cabeça de imediato seja a questão da “infidelidade”. É verdade! Vivemos num mundo onde o aspecto negativo é muito reforçado. Mas não se esqueçam que estamos falando de um projeto comum. A fidelidade refere-se a uma fidelidade construída dia a dia de pequenos detalhes, de pequenas renúncias, assim como exige o consentimento matrimonial: uma entrega de tudo o que somos, e em especial do próprio futuro!
Que loucura, poderão dizer alguns! Como eu vou saber se ainda amarei esta pessoa no futuro? Você realmente não vai saber nada antecipadamente; a sua felicidade matrimonial dependerá de cada um de vocês ao longo de toda uma vida juntos, numa entrega diária, generosa e sobretudo misericordiosa! Ou seja, capaz de assumir como próprias, as fraquezas e misérias do outro e procurar solucioná-las ou amenizá-las da melhor forma possível!
Vivemos, infelizmente, nos dia de hoje uma mentalidade “divorcista”, que introduziu o divórcio como “remédio” para os casamentos que não deram certo. Isto, na verdade, desemboca fatalmente, diz Melendo, na negação da capacidade humana de comprometer-se numa aliança irrevogável, de amar pra valer.
“Ser fiel, significa perseverar e fazer crescer o amor; significa renovar o próprio “sim” também quando for difícil; significa evitar aquela crítica, aquele juízo duro e negativo, que muitas vezes é um verdadeiro “adultério verbal”, um autêntico câncer da harmoniosa convivência dos esposos. Significa antes de mais nada, ser fiel a Deus, ao compromisso assumido diante dEle, ao compromisso de buscar a santidade pelo caminho que tem um nome: o nome de nosso marido, ou nossa esposa.
Entremos agora no quesito exclusividade. Um amor que não seja exclusivo, tem de amor somente o nome. O amor exige tudo e dá tudo! Afirmava com a força de uma convicção inabalável e uma capacidade incrível de síntese um santo de nossos dias, S. Josemaria Escrivá: “Um com uma e para sempre”!
Quem pensar que a indissolubilidade do matrimonio é uma invenção da Igreja, está redondamente enganado. É uma lei válida para todos, e não somente para os que crêem em Cristo. Cristo elevou a realidade natural do matrimônio à Sacramento da Igreja, e com isso presenteou os cônjuges com as graças sacramentais para levar adiante este projeto divino!
É só pararmos um pouquinho para pensar, e seremos levados a concluir: Que espécie de amor, de doação seria o de alguém que se comprometesse somente enquanto fosse agradável? Isto seria a terrível transformação da pessoa em objeto. Qual seria nossa reação, por exemplo, se alguém ao nos dar um presente nos dissesse: -Olhe , este presente é para você, mas, depois se eu mudar de opinião, eu o pego de volta! Quanto mais quando a doação é de nós mesmos!!!
E finalmente, o amor conjugal é fecundo! Sempre me encantou esta palavra. Uma terra fecunda é uma terra abençoada, tudo o que se planta dá!
Quem tem alguma ligação com o interior,com o mundo sábio e simples da roça, certamente já terá visto “a turma carpindo”, as plantações. Tirando aquilo que rouba a seiva da plantação para que a cultura cresça sadia e dê bons resultados. A fecundidade conjugal, não é somente a capacidade de gerar, mas a coroação natural do matrimonio, que lhe confere uma altíssima dignidade, e aos cônjuges, a grande responsabilidade da transmissão da vida humana.
“A fecundidade do matrimônio é o fruto e o sinal do amor dos esposos, testemunho vivo de sua recíproca doação. Com a geração dos filhos, o casal dá testemunho de sua fé, sua esperança e confiança em Deus além de se colocar a serviço dos outros e testemunhar a caridade”. Confirmam com suas vidas que não estão sós. Que seu amor é lindo, como já dissemos, mas não suficiente, para levar adiante esse projeto que nasceu no “ coração” de Deus e quer permanecer por toda a eternidade.
Obrigada por chegar até aqui. O intuito dessas palavras não eram e não são esgotar o seu significado,que é imenso, mas fazer-nos refletir sobre a grandeza do matrimônio cristão, fundado no verdadeiro e legítimo amor conjugal.
Autora:
Dora Ferraz Porto
Master em Matrimônio e Família ICF Universidade de Navarra
Orientadora Familiar
Presidente da ADEF
Fonte:
1.Paulo VI. Humanae Vitae, 1968. no 9
2.Melendo, T Cattaneo, A, Millán-Puelles, L …Y vivieran felices . Libros MC .Palabra 1998
3.Ferrer, Eusébio Educar el adolescente sobre el sexo, la fe y el divorcio.Palabra Madrid 1995
Quanto a estas letrinhas que constituem o título desse texto, penso que não seria mal que prestássemos mais atenção ao que elas nos querem dizer.
Quem já não se utilizou dessa técnica para decorar os afluentes do Rio Amazonas, ou ainda o conjunto de advérbios, os Estados e capitais do Brasil, os pecados capitais, e tantos outros conhecimentos?
Pois é, mas agora vamos falar de algo que é fundamental para entendermos a vida de família.
O que é?
O amor conjugal!
O Papa Paulo VI na sua encíclica Humanae vitae, nos desvenda esse mistério. Quer saber?
O amor conjugal “é um Amor plenamente Humano, quer dizer sensível e espiritual ao mesmo tempo....É uma amor Total, isto é uma forma singular de amizade pessoal, com a qual os esposos compartilham tudo...É um amor Fiel e Exclusivo até a morte...É, por fim, um amor Fecundo destinado a suscitar novas vidas”
Já deu para perceber, não é? A.H.T.F.E.F. (pronuncia-se foneticamente “ Ah tefefi”)
A de amor
H de humano
T de total
F de fiel
E de exclusivo
F de fecundo.
O amor recebeu ao longo dos anos, muitíssimas definições e também desfigurações. Chama-se de amor a qualquer tipo de gosto, prazer. Com a maior naturalidade se diz: eu “amo” meu carro, eu “amo” chocolate!
Como diz Tomás Melendo, o amor é uma das palavras mais prostituídas, das que mais se abusa!
Pois o amor é esse desejo de dar ao outro o que sabemos que para ele é um bem! “Buscar sua felicidade nos faz felizes, ainda que às vezes, isto suponha uma renúncia e sacrifício”.
Mas o que é felicidade? Penso que é por aí que começam os problemas. Será que não buscamos uma felicidade absoluta a partir de algo que é relativo? E além do mais, a felicidade não se encontra na busca direta! É uma conseqüência de muitos passos, de muitos esforços, de quedas e reerguimentos!
Lembro-me uma vez, numa cerimônia de casamento, onde o sacerdote com muita graça e oportunidade na hora da homilia perguntou aos noivos:
- Fulaninho, você ama a fulaninha?
- Sim foi a resposta.
- Fulaninha, você ama o fulaninho?
- Sim respondeu o noivo, achando que estava tudo resolvido!
Mas... disse o sacerdote:
- Isto é muito bom, mas é muito pouco! O amor de vocês é lindo, mas, por si só é insuficiente. É preciso que vocês se decidam a buscar a perfeição do amor, em Deus, e não um no outro, e assim o amor de vocês será eterno!
É a mais pura verdade! Quantos casamentos naufragam justamente por isso. Porque o amor entre os dois, foi insuficiente. Esperou-se do outro ou da outra algo que estes por serem limitados, humanos, não poderiam satisfazer plenamente!
Porque o amor conjugal é em primeiro lugar, um amor humano! Feito de corpo, de sensibilidade, mas também de espírito, de alma, inseparavelmente unido. Um amor que não contemplasse essa faceta espiritual, já deixaria de ser um amor humano.
Às vezes utilizamos o adjetivo humano, somente para justificar as nossas misérias e debilidades. É verdade, que somos fracos, mas o fato de sermos humanos tem a mais alta dignidade, uma vez que fomos elevados à categoria máxima de filhos de Deus. De quanta gente ouvimos dizer: Ah! tenha dó, eu também sou filho de Deus!Eu sou humano,...errar é humano! Como se o próprio, o natural de ser humano fosse o fato de errar. Erramos, porque estamos a caminho da perfeição!Não nascemos perfeitos.
Se quiséssemos levar adiante nosso casamento, sem levar em conta as necessidades biológicas, sensíveis de nosso cônjuge, estaríamos falando de um casamento entre anjos!!!
Cuidar da aparência, (tanto a mulher como o marido), recuperar a “fachada” quando já são passados alguns anos, cuidar com carinho do estômago do marido (no caso das mulheres), dos detalhes de carinho (no caso dos dois), manter uma silhueta razoável, enfim cuidar dos detalhes que exigem o corpo, não é como poderiam pensar alguns, coisa de pouca importância!
Uma pessoa muito sábia me disse certa vez, que umas flores frescas na casa, perfumando e alegrando o ambiente, ainda que não se esteja comemorando nada, não têm nada de material! Isto é, dizia, puramente espiritual!(não confundamos espiritual com religioso) E as coisas espirituais no elevam, nos enriquecem interiormente, nos produzem uma alegria de fundo!
Mas dizíamos, além disso, que o amor conjugal é total. Amamos com a totalidade do nosso ser, com toda a projeção futura de nossa existência. Não poderia denominar-se amor, a um amor que marcasse um prazo de validade, um “ tempo de serviço”, ou uma parte do nosso ser. Quando nos entregamos, o fazemos por inteiro, como supõe uma entrega. O que diríamos de alguém que delimitasse sua entrega? Eu me entrego, poderia dizer, mas só durante a semana, pois nos fins de semana, não posso abrir mão dos meus hobbies e interesses? Chocante? Talvez sim,mas ao longo de muitas vidas de casados, o egoísmo vai se instalando de tal forma, que quando menos se dão conta os cônjuges estão construindo uma vida cada vez mais distanciada um do outro.
E sabem por que isto pode ocorrer? Por falta de um projeto comum. Essa comunhão de pessoas que fazemos ao nos darmos em matrimônio é justamente “pôr em comum” as nossas vidas, as nossas coisas, os nossos sonhos, os nossos projetos. Isso de maneira nenhuma quer dizer, que cada um tenha que estar absolutamente “ metido” nos interesses, e trabalhos do outro, mas sim inteiramente “conjugados”, ou seja , minha vida não existe, sem a vida de meu cônjuge! Eu me interesso pela “pessoa” única e irrepetível do meu esposo(a) e portanto tudo o que lhe diz respeito também a mim afeta.
Chegamos á primeira letra F. Fidelidade. O amor conjugal é fiel. Talvez o que nos venha à cabeça de imediato seja a questão da “infidelidade”. É verdade! Vivemos num mundo onde o aspecto negativo é muito reforçado. Mas não se esqueçam que estamos falando de um projeto comum. A fidelidade refere-se a uma fidelidade construída dia a dia de pequenos detalhes, de pequenas renúncias, assim como exige o consentimento matrimonial: uma entrega de tudo o que somos, e em especial do próprio futuro!
Que loucura, poderão dizer alguns! Como eu vou saber se ainda amarei esta pessoa no futuro? Você realmente não vai saber nada antecipadamente; a sua felicidade matrimonial dependerá de cada um de vocês ao longo de toda uma vida juntos, numa entrega diária, generosa e sobretudo misericordiosa! Ou seja, capaz de assumir como próprias, as fraquezas e misérias do outro e procurar solucioná-las ou amenizá-las da melhor forma possível!
Vivemos, infelizmente, nos dia de hoje uma mentalidade “divorcista”, que introduziu o divórcio como “remédio” para os casamentos que não deram certo. Isto, na verdade, desemboca fatalmente, diz Melendo, na negação da capacidade humana de comprometer-se numa aliança irrevogável, de amar pra valer.
“Ser fiel, significa perseverar e fazer crescer o amor; significa renovar o próprio “sim” também quando for difícil; significa evitar aquela crítica, aquele juízo duro e negativo, que muitas vezes é um verdadeiro “adultério verbal”, um autêntico câncer da harmoniosa convivência dos esposos. Significa antes de mais nada, ser fiel a Deus, ao compromisso assumido diante dEle, ao compromisso de buscar a santidade pelo caminho que tem um nome: o nome de nosso marido, ou nossa esposa.
Entremos agora no quesito exclusividade. Um amor que não seja exclusivo, tem de amor somente o nome. O amor exige tudo e dá tudo! Afirmava com a força de uma convicção inabalável e uma capacidade incrível de síntese um santo de nossos dias, S. Josemaria Escrivá: “Um com uma e para sempre”!
Quem pensar que a indissolubilidade do matrimonio é uma invenção da Igreja, está redondamente enganado. É uma lei válida para todos, e não somente para os que crêem em Cristo. Cristo elevou a realidade natural do matrimônio à Sacramento da Igreja, e com isso presenteou os cônjuges com as graças sacramentais para levar adiante este projeto divino!
É só pararmos um pouquinho para pensar, e seremos levados a concluir: Que espécie de amor, de doação seria o de alguém que se comprometesse somente enquanto fosse agradável? Isto seria a terrível transformação da pessoa em objeto. Qual seria nossa reação, por exemplo, se alguém ao nos dar um presente nos dissesse: -Olhe , este presente é para você, mas, depois se eu mudar de opinião, eu o pego de volta! Quanto mais quando a doação é de nós mesmos!!!
E finalmente, o amor conjugal é fecundo! Sempre me encantou esta palavra. Uma terra fecunda é uma terra abençoada, tudo o que se planta dá!
Quem tem alguma ligação com o interior,com o mundo sábio e simples da roça, certamente já terá visto “a turma carpindo”, as plantações. Tirando aquilo que rouba a seiva da plantação para que a cultura cresça sadia e dê bons resultados. A fecundidade conjugal, não é somente a capacidade de gerar, mas a coroação natural do matrimonio, que lhe confere uma altíssima dignidade, e aos cônjuges, a grande responsabilidade da transmissão da vida humana.
“A fecundidade do matrimônio é o fruto e o sinal do amor dos esposos, testemunho vivo de sua recíproca doação. Com a geração dos filhos, o casal dá testemunho de sua fé, sua esperança e confiança em Deus além de se colocar a serviço dos outros e testemunhar a caridade”. Confirmam com suas vidas que não estão sós. Que seu amor é lindo, como já dissemos, mas não suficiente, para levar adiante esse projeto que nasceu no “ coração” de Deus e quer permanecer por toda a eternidade.
Obrigada por chegar até aqui. O intuito dessas palavras não eram e não são esgotar o seu significado,que é imenso, mas fazer-nos refletir sobre a grandeza do matrimônio cristão, fundado no verdadeiro e legítimo amor conjugal.
Autora:
Dora Ferraz Porto
Master em Matrimônio e Família ICF Universidade de Navarra
Orientadora Familiar
Presidente da ADEF
Fonte:
1.Paulo VI. Humanae Vitae, 1968. no 9
2.Melendo, T Cattaneo, A, Millán-Puelles, L …Y vivieran felices . Libros MC .Palabra 1998
3.Ferrer, Eusébio Educar el adolescente sobre el sexo, la fe y el divorcio.Palabra Madrid 1995
